A Cidade do Capital e Outros Estudos

Hoje, para se compreender a vida dos homens é indispensável uma análise das condições de existência e a função social exercida pelas cidades na ordem social do capital. O livro de Edmilson Carvalho- “ A cidade do capital e outros estudos”- vem atender a esta necessidade ao desvelar a contradição existente entre desenvolvimento e crise que caracteriza o crescimento urbano no Brasil, ignorada por aqueles que buscam desesperadamente planejar o incontrolável funcionamento anárquico da lógica do capital.
O livro leva-nos a compreender que o que está em crise não é a possibilidade de uma sociabilidade verdadeiramente humana, mas é esta existência social alienada e desumana potencializada na degradação da vida urbana.

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Mensagem do autor:
“Caro(a) Companheiro(a):
O meu livro, A Cidade do Capital e Outros Estudos, começou a ir para os lançamentos e para as livrarias na segunda quinzena do mês de novembro passado. O primeiro lançamento foi o de Salvador no dia 26 de novembro. De lá para cá ocorreram mais alguns: em Recife – na Livraria Potylivros, em Aracaju – num dos auditórios do campus da UFSE, em Vitoria da Conquista – no Museu da Uesb e agora este que se realiza na Livraria Marxista, em Sâo Paulo, estando outros previstos para o presente mês de maio.
Estou tendo a honra e o prazer de convidá-lo para este lançamento, a ser realizado na livrara Marxista, no próximo dia 10 de maio, às 19:00 horas. Com este texto, coisa que não é usual por parte de quem publica, quero estar próximo de todos os leitores que são, de uma maneira ou de outra, pessoas amigas conhecidas de lutas memoráveis.
A temática desta obra é, em tese, do interesse de varias categorias profissionais, como geógrafos, urbanistas, arquitetos, engenheiros, sociólogos, economistas, planejadores, pesquisadores ou jornalistas e, ainda, militantes políticos. Investigo:
a) A cidade como cidade inequivocamente do capital, o que equivale a dizer que a análise é tecida com categorias marxistas inferidas da primeira parte do Livro II de O Capital, ou seja, das investigações de Marx acerca das equações funcionais do capital, com destaque para a fórmula do capital-dinheiro —e faço-o extraindo a espacialidade que estava embutida na fórmula da forma funcional do capital-dinheiro, para sacar importantes meios de compreensão do decisivo papel das cidades, com destaque para as grandes cidades com suas regiões metropolitanas, no processo de produção e reprodução do capital e, obviamente, como palco par excelence da quase totalidade de contradições que a ordem do capital, “sã” ou em crise, lança sobre as cidades atacando e golpeando prima facie, o proletariado, quer o segmento que se encontra empregado, quer aquele outro que constitui as hordas de desempregados ou dos que são compelidos a fingirem que estão trabalhando.
b) Investigo também as maneiras com as quais o capital faz a sua apropriação da cidade, especificando-as: uma vez resgatando as cidades herdadas de formações sociais antigas, pré-capitalistas, com uma “leitura” que será o expediente e uma redefinição de papéis e funções, nas duas vezes com um único objetivo: extrair a mais-valia e aumentar a escala da acumulação capitalista;
c) Trago a publico uma categoria, elaborada em parceria com Edgar Porto, para uso nos estudos das cidades e das regiões: o chassi, concebido a partir das equações funcionais do capital definidas por Marx no seu Livro II, O Capital, categoria, meu juízo, de grande serventia na análise de cidades e regiões.
d) Duas cidades, metrópoles brasileiras, são tratadas a um certo nível de detalhe: Brasília e Salvador, as duas apropriadas pelo capital, por meios, métodos e contextos díspares, mas para chegarem a um só destino: proverem aos grupos capitalistas o merwert;
e) Finalmente, trato, no capitulo inicial, de um assunto que entra aí por extrema necessidade. Cuido logo de me explicar. Quando, num país como este, escasseiam autores e obras de peso em algumas esferas do trabalho intelectual, e que, portanto, um ou alguns “gurus” monopolizam a produção teórica sobre as questões maiores das respectivas esferas, por dois motivos um autor que se inicia ou que publica “no ramo” deve visitá-lo(s) com as armas da critica: se o autor é um cientista de fato, ele merece ser abordado para que o noviço possa beber na sua fonte e avançar cobrindo flancos, partes e parcelas do acervo construído, para que haja desenvolvimento no lastro que as futuras gerações posam desfrutar do esforço coletivo e coletivamente construído. Se o “guru”, ou os “gurus”, no caso de serem mais de um, não convence, mais razão para visitá-lo —e aqui não há alternativa à critica séria e contundente. Nos dois casos há necessidade de abordar a referencia comum. Foi por um dos dois motivos colocados acima que tive de abordar o Professor Milton Santos no que diz respeito à esfera do método.
Posto isto, espero-os no dia 10 do mês de maio, na Livraria Marxista, à Rua Tabatinguera, nº 318 – próximo ao metrô da Sé.
Saudações,
Edmilson Carvalho

 

Peso0.348 kg
Páginas

222

Autor

Edmilson Carvalho

Editora

Arcadia

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