Ordem e Burla – Processos Sociais, Escravidão e Justiça em Santos

Analisando as refregas de rua, as brigas devido às bebedeiras, os conflitos domésticos e outras ocorrências do cotidiano dos populares na cidade de Santos, ‘Ordem e burla’ mapeia o comportamento popular e policial no final da década de 1880. Ao tratar a história do cotidiano permeada pelos conflitos policiais, o autor apresenta um guia para uma releitura dos inícios do processo de modernização e construção do espaço público no período de transição entre o Império e a República. O livro filia-se a uma abordagem compromissada com a recuperação da história da vida social das camadas populares, formada tanto por escravos e libertos quanto por imigrantes. Para tal, André Rosemberg elaborou uma reconstituição da vida dos trabalhadores pobres que transitavam pelas ruas barulhentas de uma cidade caótica, insalubre e precária. Sem se impressionar pelos discursos de modernização e higienização que começavam a ser veiculados pelas autoridades, o autor recupera a organização social e a delimitação de uma ética dos pobres, a qual mantinha-se alheia aos ditames de um aburguesamento seletivo, que rejeitava os precários modos-de-vida dos despossuídos. Nos quadros da vida dos populares, o autor teve o cuidado de diferenciar os circuitos da vida dos escravos e libertos que viviam na cidade ou que a ela chegavam como fugidos, os quais tinham que enfrentar, cada vez mais, a concorrência com os imigrantes europeus recém-chegados.

Analisando as refregas de rua, as brigas devido às bebedeiras, os conflitos domésticos e outras ocorrências do cotidiano dos populares na cidade de Santos, ‘Ordem e burla’ mapeia o comportamento popular e policial no final da década de 1880. Ao tratar a história do cotidiano permeada pelos conflitos policiais, o autor apresenta um guia para uma releitura dos inícios do processo de modernização e construção do espaço público no período de transição entre o Império e a República. O livro filia-se a uma abordagem compromissada com a recuperação da história da vida social das camadas populares, formada tanto por escravos e libertos quanto por imigrantes. Para tal, André Rosemberg elaborou uma reconstituição da vida dos trabalhadores pobres que transitavam pelas ruas barulhentas de uma cidade caótica, insalubre e precária. Sem se impressionar pelos discursos de modernização e higienização que começavam a ser veiculados pelas autoridades, o autor recupera a organização social e a delimitação de uma ética dos pobres, a qual mantinha-se alheia aos ditames de um aburguesamento seletivo, que rejeitava os precários modos-de-vida dos despossuídos. Nos quadros da vida dos populares, o autor teve o cuidado de diferenciar os circuitos da vida dos escravos e libertos que viviam na cidade ou que a ela chegavam como fugidos, os quais tinham que enfrentar, cada vez mais, a concorrência com os imigrantes europeus recém-chegados.

Peso 0.369 kg
Páginas

303

Autor

André Rosemberg

Editora

Alameda