Pesadelo – Narrativas dos anos de chumbo

Um livro necessário. Num país que lida mal com seu passado, a literatura pode oferecer caminhos para compreender os pesadelos que hoje nos afligem e nos surpreendem e não deveriam porque, afinal, não há presente vivido por nenhuma sociedade que não plante suas raízes num passado próximo ou distante.

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Um livro necessário. Num país que lida mal com seu passado, a literatura pode oferecer caminhos para compreender os pesadelos que hoje nos afligem e nos surpreendem e não deveriam porque, afinal, não há presente vivido por nenhuma sociedade que não plante suas raízes num passado próximo ou distante. Tudo o que se escreveu sobre os anos de chumbo é ainda insuficiente para lançar luz sobre a extensão – e a profundidade – da tragédia imposta à sociedade brasileira no período 1964-1988, quando o país voltou a contar com uma Constituição Liberal Democrática.

Essa é uma obra de ficção. E o autor trata de explicitá-lo já na Advertência que abre o livro em que os personagens são arrancados da vida compartilhada por ele em diferentes presídios para compor, como metáfora, o painel da barbárie que o país escondeu de si mesmo e segue como exigência para alcançar um patamar mínimo do que se poderia definir como uma sociedade civilizada. ficção é chamada a decifrar e compreender as múltiplas faces dos dramas que o relatório dos inquéritos, dos interrogatórios não é capaz de capturar. Por isso o livro que você tem nas mãos é um livro necessário. Mais do que uma “literatura de testemunho”, um exercício de pensamento e sensibilidade que busca, ao elaborar seus paradoxos, encontrar sentidos para a construção da máquina repressiva do Estado – da máquina de moer carne – posta em funcionamento pela ditadura civil-militar (1964-1988) e para a resistência que se levantou contra ela.

Para discernir as raízes da violência de classe numa sociedade herdeira de 300 anos de escravidão, assentada na compreensão de que o domínio de classe se consuma com o aniquilamento de quem contra ele se levanta. Se é verdadeira essa percepção, você têm nas mãos um livro indispensável.

Pedro Tierra

Pedro Tierra é um ex-militante da ALN, preso e torturado durante a ditadura militar no Brasil, que, impedido de usar a caneta de dentro da cadeia, entre um interrogatório e outro, rabiscou seus primeiros versos no interior de maços de cigarro, conseguindo preservar e enviar alguns deles para o lado de fora do presídio para que fossem publicados clandestinamente na Itália. Deixou a prisão em 1977 e passou a atuar na organização de sindicatos de trabalhadores rurais. Ajudou a fundar o PT, MTST e a CUT. Coordenou a área de cultura na campanha vitoriosa de Luís Inácio Lula da Silva em 2002 e trabalhou no Ministério do Meio Ambiente durante o primeiro mandato. Recebeu em 2013 o título de Doutor honoris causa da Universidade Católica de Brasília. Em 2014, recebeu um novo título de doutor honoris causa. Dessa vez da Universidade Federal do Tocantins.

Peso 0.242 g
Autor

Pedro Tierra

Editora

Autonomia Literária