Pós-abolição e quotidiano

Para onde foram e como sobreviveram libertos do 13 de maio, os ex-libertos e seus familiares na São Paulo do pós-abolição? Para além das interpretações difundidas por uma historiografia paulista racista e laudatória da “locomotiva do Brasil”, como era denominada a São Paulo branqueada das indústrias, dos imigrantes e mesmo do movimento operário, supunha-se que nós historiadores não poderíamos responder a essa questão, dada a ausência de fontes necessárias.

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Para onde foram e como sobreviveram libertos do 13 de maio, os ex-libertos e seus familiares na São Paulo do pós-abolição? Para além das interpretações difundidas por uma historiografia paulista racista e laudatória da “locomotiva do Brasil”, como era denominada a São Paulo branqueada das indústrias, dos imigrantes e mesmo do movimento operário, supunha-se que nós historiadores não poderíamos responder a essa questão, dada a ausência de fontes necessárias.
No entanto, o livro de Kleber Amancio questiona essa assertiva, mostrando que, com argúcia e paciência, o historiador pode estabelecer um diálogo com as fontes, buscando janelas para enfocar grupos sociais aparentemente ausentes dos registros oficiais. Mais ainda, o esforço de Kleber Amancio mostra como o historiador pode promover encontros entre temas improváveis – como o da “vagabundagem” de ex-escravos, que no seu afã de construir vidas autônomas resistiam a se submeter à autoridade de fazendeiros e às regras de trabalhos similares aos da escravidão, e eram por tal criminalizados e o da imprensa negra paulista nacionalista, em diálogo com os projetos de imigração de negros norte-americanos ― buscando pontos de convergência.

 

  • Capa comum: 166 páginas
  • Editora: Alameda Editorial (1 de abril de 2016)
  • Idioma: Português
  • ISBN-10: 8579392330
  • ISBN-13: 978-8579392337
  • Dimensões do produto: 21 x 13,8 x 1 cm
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Dimensões 1 × 21 × 13.8 cm